5 de outubro de 2011

Se o transporte ferroviário no Brasil não tivesse sido privatizado, como estaria?

Antonio Pastori, Presidente  da AFPF (Associação Fluminense de Preservação Ferroviária), em um exercício de reflexão, supondo que a operação ferroviária no país ainda estivesse sob responsabilidade da estatal Rede Ferroviária Federal e considerando as políticas de investimento desenvolvidas pelas estatais que ainda atuam no país: 
  1. Estaria promovendo à retomada do transporte de passageiros sobre trilhos, com ênfase nos TRs - Trens Regionais;
  2. Estímulos à reativação dos TTCs -  Trens Turísticos e Culturais,
  3. Estaria reformando/revitalizando dezena de pioneiras  estações ferroviárias que não mereciam estar no estado em que se econtram, após terem prestado  bons serviços ao povo do Brasil;
  4. Cuidaria melhor dos seus aposentados e não deixaria que o SESEF -Serviço Social das Estradas de Ferro, fosse extinto;
  5. Estaria fortemente empenhada em reativar a primeira estrada de ferro do Brasil, a E.F. Mauá e, por extensão, a E.F. Príncipe do Grão-Pará (sucessora natural da Mauá), e outras tantas que tiveram relevante papel no desenvolvimento do Brasil;
  6. O Museu do Trem no Engenho de Dentro estaria aberto ao público e, concomitantemente, a Rede estaria tratando da instalação do Museu Ferroviário Nacional em Barão de Mauá e em muitas outras cidades (o PRESERVE estaria de volta);
  7. Também estaria cuidando da restauração do valioso acervo de material rodante - locomotivas, carros de passageiros, vagões, guindastes, auto de linha, etc.- que estão espalhados por esse imenso Brasil, muito dos quais se encontram em fase avançada de deterioração;
  8. Estaria estimulando o desenvolvimento de novas tecnologias de transporte, dando ênfase ao veículo de levitação magnética (Maglev) que está sendo pesquisado na UFRJ;
  9. Dedicaria especial atenção ao Sistema de Bondes de Santa Teresa, e aos novos modelos (VLTs urbanos);
  10. O Brasil certamente estaria fabricando trilhos - como assim fazia no passado - ao invés de importá-los de países que, curiosamente, se utilizam do nosso minério de ferro, que por sinal é exportado pelas nossas ferrovias;
  11. Não haveriam mais dúvidas se o melhor para o País seria a implantação do TAV Rio-SP-Campinas, ou a implantação de dezenas de Trens Regionais nas principais Regiões Metropolitanas para reduzir o caos de mobilidade urbana em que essas cidades vivem mergulhadas;
  12. Os centros de formação profissional de jovens técnicos seriam reativados em todos País; certamente o curso de Engenharia ferroviária seria restabelecido;
  13. Por derradeiro, promoveria a difusão da cultura ferroviária às gerações mais jovens para que nunca mais fosse repetido o crime ediondo que se cometeu nesse País com a erradicação das ferrovias e extinção do transporte de passegiros a partir da década de 1960.

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